Blog Ecogen

Aqui você vai encontrar informações sobre como gerar energia e utilidades para o seu negócio de forma eficiente e sustentável.

Silos industriais em usinas de etanol de milho para armazenamento e processamento de grãos.

Usinas de etanol de milho: como a estabilidade térmica reduz perdas na secagem de DDGS?

Nas usinas de etanol de milho, a eficiência não termina na produção do combustível. O desempenho dos coprodutos também influencia o aproveitamento da matéria-prima, o consumo energético e o resultado da operação.

Entre esses coprodutos está o DDGS (Distillers Dried Grains with Solubles) e, em português, Grãos Secos de Destilaria com Solúveis, utilizado principalmente na alimentação animal.

Segundo relatório do USDA publicado em 2026, a produção brasileira de DDG/DDGS passou de 1,2 milhão de toneladas em 2019/20 para 4,2 milhões em 2024/25, um crescimento de 256% no período.

Com esse avanço, uma etapa ganha ainda mais relevância dentro da usina: a secagem.

Retirar a umidade necessária do produto exige energia térmica e controle do processo. Quando o fornecimento térmico oscila, a usina pode precisar utilizar mais energia para manter a mesma umidade, qualidade e produtividade.

Por isso, o desafio não é simplesmente gerar mais calor, mas entregar a energia térmica necessária de forma estável, eficiente e alinhada à carga real do processo.

Por que a secagem de DDGS pesa na eficiência das usinas de etanol de milho?

A secagem é uma etapa intensiva em energia dentro do processamento de moagem seca (dry-grind) de milho.

Como referência técnica, a secagem do DDGS pode representar cerca de 30% da energia total necessária ao processamento dry-grind de milho para produção de etanol, segundo dados publicados em uma pesquisa da Purdue University. O percentual não deve ser interpretado como uma média atual das plantas brasileiras, mas ajuda a entender o impacto dessa etapa na usina.

Quando o secador recebe energia térmica de forma instável, a operação pode precisar ajustar parâmetros, prolongar o processo ou consumir mais energia para alcançar o resultado esperado.

Em uma operação de alta escala, portanto, estabilidade térmica é também uma questão de produtividade e custo.

O que acontece quando o fornecimento térmico oscila durante a secagem de DDGS?

Um processo de secagem eficiente depende de condições controladas. Quando há variações recorrentes na disponibilidade ou nas características da energia térmica fornecida ao processo, manter as condições desejadas se torna mais difícil.

Na prática, essas oscilações podem contribuir para:

  • Variação na umidade do produto;
  • Necessidade de correções durante a secagem;
  • Maior tempo de processamento;
  • Consumo energético acima do necessário;
  • Dificuldade para manter produtividade e padronização.

O impacto nem sempre aparece como uma parada da planta. A secagem pode continuar funcionando enquanto exige mais energia ou intervenções operacionais para entregar o mesmo resultado.

Por isso, a estabilidade do vapor e das utilidades térmicas deve ser tratada como uma variável de performance, e não apenas como condição para manter o equipamento em funcionamento.

Como excesso e falta de calor podem afetar a qualidade do DDGS?

Na secagem, mais calor não significa necessariamente mais eficiência. Energia insuficiente pode dificultar a retirada adequada de umidade. Por outro lado, a exposição térmica excessiva também precisa ser evitada.

Pesquisas sobre DDGS mostram que o aquecimento durante seu processamento pode favorecer reações que alteram características relacionadas à disponibilidade de nutrientes. Estudos também relacionam maior exposição térmica a diferenças na disponibilidade e digestibilidade de determinados aminoácidos, especialmente a lisina.

O objetivo operacional, portanto, não deve ser maximizar o calor aplicado, mas manter o processo dentro das condições necessárias para alcançar a especificação desejada com estabilidade.

Energia em excesso pode representar desperdício e afetar características do produto; energia insuficiente pode comprometer a secagem e exigir correções.

Onde as perdas térmicas aumentam o custo da secagem de DDGS?

Nem toda oportunidade de eficiência está no secador. Antes de a energia térmica chegar ao processo, ela é gerada, distribuída e controlada. Ineficiências ao longo desse caminho podem aumentar a quantidade de combustível ou energia necessária para atender à mesma demanda.

A análise precisa, portanto, considerar todo o sistema de utilidades, e não apenas o equipamento onde ocorre a secagem.

Uma caldeira pode estar operando enquanto perdas na distribuição, controles inadequados ou variações na demanda fazem a planta utilizar mais energia do que seria necessário.

Como manter a estabilidade térmica sem limitar a produtividade da usina?

Nas usinas de etanol de milho, eficiência não pode significar desacelerar a produção. Em plantas de operação contínua, as utilidades precisam acompanhar as mudanças de carga sem se transformar em gargalo para o processo.

Isso exige integração entre alguns elementos:

  • Geração compatível com a demanda: capacidade térmica adequada ao perfil da planta e às variações de produção.
  • Controle operacional: acompanhamento de pressão, temperatura e vazão para identificar desvios.
  • Automação: coordenação entre geração e consumo conforme as mudanças do processo.
  • Manutenção: preservação da disponibilidade e do desempenho dos ativos.
  • Monitoramento contínuo: uso de dados para identificar padrões e antecipar perdas de performance.

Quando esses elementos trabalham de forma integrada, torna-se possível avaliar quanto de energia é gerada, o quanto chega ao processo e quanto efetivamente contribui para a produção. Essa visão ajuda a sustentar três objetivos ao mesmo tempo:

  • Qualidade: maior estabilidade das condições necessárias para a secagem.
  • Eficiência: redução de perdas e consumo desnecessário de energia.
  • Produtividade: disponibilidade térmica compatível com o ritmo da usina.

O objetivo é fazer com que as utilidades acompanhem a produção — e não que a produção precise compensar limitações da infraestrutura térmica.

Case Ecogen: gestão integrada de vapor na Agropalma

A importância de uma gestão integrada das utilidades térmicas também pode ser observada em outros processos intensivos do agronegócio.

Na Agropalma, uma das maiores produtoras de óleo de palma da América Latina, a Ecogen desenvolveu uma solução para substituir a geração de vapor baseada em gás natural por uma caldeira a biomassa com capacidade de 15 toneladas de vapor por hora.

A atuação foi além da instalação do equipamento. A Ecogen participou da concepção do projeto, investiu em 100% dos ativos, gerenciou a implantação e o comissionamento e assumiu a operação da planta.

Atualmente, uma equipe dedicada atua 24 horas por dia, sete dias por semana, com manutenção preventiva, preditiva e corretiva e suporte do Centro de Controle Operacional da Ecogen.

Além da redução de custos buscada inicialmente, o projeto aumentou a confiabilidade da geração de vapor e tem estimativa de evitar mais de 13 mil toneladas de CO₂ por ano com a substituição do gás natural pelo cavaco de eucalipto.

Embora as condições de processo de uma usina de etanol de milho sejam específicas, este case evidencia um princípio comum às operações térmicas intensivas: geração, operação, manutenção e monitoramento precisam trabalhar de forma integrada para entregar vapor com eficiência e confiabilidade.

Como a Ecogen pode apoiar a eficiência térmica no agronegócio?

A Ecogen desenvolve soluções de energia e utilidades a partir das necessidades específicas de cada operação.

Para uma usina de etanol de milho, isso significa começar pela análise da demanda térmica, do perfil produtivo e das condições dos ativos antes de definir qual tecnologia ou modelo de operação faz mais sentido.

Dependendo do desafio da planta, a avaliação pode envolver geração e distribuição de vapor, automação, modernização dos ativos, operação e manutenção e monitoramento.

Mais do que fornecer calor ao processo, o objetivo é garantir que as utilidades acompanhem a demanda da usina com estabilidade, eficiência e previsibilidade.

Sua operação está utilizando mais energia térmica do que precisa para manter a secagem de DDGS?

Converse com um especialista da Ecogen para identificar oportunidades de eficiência e confiabilidade na geração e gestão das utilidades da sua usina.

Quero falar com um especialista da Ecogen

Perguntas Frequentes sobre secagem de DDGS em usinas de etanol de milho

O que pode causar variação de umidade no DDGS?

A variação de umidade pode estar relacionada às condições do processo de secagem e à estabilidade das utilidades térmicas. Oscilações de temperatura, pressão, vazão e carga produtiva podem dificultar a manutenção de condições constantes e exigir correções durante a operação.


Como reduzir o consumo de vapor na secagem de DDGS?

A redução do consumo passa por avaliar todo o sistema térmico, e não apenas o secador. Geração de vapor, perdas na distribuição, isolamento, retorno de condensado, setpoints, automação e manutenção podem influenciar a quantidade de energia necessária para atingir a umidade desejada.


Oscilações de vapor podem afetar a qualidade do DDGS?

Sim. Variações no fornecimento térmico podem dificultar o controle da secagem e contribuir para diferenças na umidade e na padronização do produto. Por outro lado, exposição térmica excessiva também deve ser evitada, pois pode afetar características nutricionais do DDGS.


Mais calor significa uma secagem de DDGS mais eficiente?

Não necessariamente. O objetivo é fornecer a quantidade de energia térmica adequada à carga real do processo. Calor insuficiente pode comprometer a retirada de umidade, enquanto energia em excesso pode aumentar o consumo e expor o produto a condições térmicas desnecessárias.


Quais indicadores ajudam a identificar perdas na secagem de DDGS?

Entre os indicadores relevantes estão consumo de vapor ou energia térmica por tonelada processada, pressão e temperatura do vapor, umidade final do DDGS, volume produzido, consumo de combustível, retorno de condensado e disponibilidade dos equipamentos.


Como melhorar a eficiência térmica das usinas de etanol de milho?

O primeiro passo é entender como a energia térmica é gerada, distribuída e consumida ao longo da operação. A integração entre geração de vapor, controle da demanda, automação, monitoramento e manutenção ajuda a identificar perdas e melhorar a eficiência sem transformar as utilidades em um gargalo para a produção.

Conteúdo desenvolvido por:

Busca

Materiais gratuitos

Categorias

Leia também